terça-feira, 27 de março de 2007

Grandes Portugueses

Não deixa de ser um programa injusto, grandes Portugueses? Todos o foram, pelo que fizeram, pelo que foram, segundo a opinião de cada um, todos tiveram o seu lugar na História pelas diferentes razões.
Surpresa para uns, para outros não. Não deixa de ser estranho que os dois primeiros lugares sejam de figuras contemporâneas, duas figuras que são opostas, António Salazar e Álvaro Cunhal. Confesso que estava à espera da vitória de D. Afonso Henriques.
A "vitória" de Salazar não aparece à toa, nem é obra do acaso, tem que se tirar conclusões, aparece porque é o reflexo de uma sociedade, é a resposta de um povo que se sente sem norte neste momento, se sente desacreditado, sem fé no futuro, se sente injustiçado por estar a apertar o sinto enquanto outros desapertam para poderem comer mais. A história repete-se, mas desta vez numa versão moderna, sem ditadura mas que foi sentida na televisão.
Veja-se como Hitler, Mussolini entre outros chegaram ao poder, foi através do desespero do povo. Veja-se França hoje e daqui a uns anos.
Salazar "apareceu" outra vez, tire-se daí as conclusões.

Sem comentários: